quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ahh esse mundo corporativo!


A sociedade diz que somos muito competitivas quando há outras mulheres no circuito. Mas o problema é, o que fazer quando uma fucking bitch resolve estragar todo o seu trabalho?

Nós mulheres dignas, trabalhadoras e dedicadas, seguimos todo o ritual descrito naquele manual de etiqueta corporativa. Somos éticas, assumimos compromissos e desenvolvemos as nossas responsabilidades. E quando menos esperamos, uma “companheira” de equipe rouba seus contatos “quentes” de entrevista e agenda uma com o nome dela. Acho que mereço alguma satisfação. Que veio com a seguinte declaração: “Ah, como você não utilizou esse porta-voz achei justo que eu pudesse usá-lo”.

Ahhnnnn??? Como assim, alguém pode me explicar?? Além disso, neste momento preciso de um Dry Martini e pouco gelo. Pensando bem, esqueça o glamour, traga-me Vodka, tomarei na garrafa!

Depois quero que falem que isso é só birra de mulher. Bitch!

Carrie Bradshaw

terça-feira, 22 de abril de 2008

Não vai casar, você tem amigos gays!

Em uma dessas discussões corriqueiras de final de expediente e já com o clima de happy hour, sai o seguinte comentário de um dos poucos homens héteros presentes: Carrie, infelizmente você não vai casar.

Baseando-se em estatísticas atuais, a quantidade de mulheres está aumentando. E justamente as proporções calculadas na casa dos milhões e considerando também o nível de natalidade, o que o leva a crer que eu, Carrie Bradshaw, não casarei? (neste momento pensei que algumas mulheres nascem predispostas ao casamento, e se essas tem algum tipo de peculiaridade que atraiam o sexo oposto para tal finalidade, mas segundos depois vi que isso é impossível...e mais outros segundos depois, voltei a pensar que a tal peculiaridade se relacionasse com o diâmetro do meu quadril, elevado a potência, pelo número estrias ou celulites).




Portanto, pedi que continuasse a opinião sobre mim, A Mulher que Nunca Casará! (por um momento gelei pela resposta que viria)

E a resposta veio: “Ah, você é fresca demais! Isso atrapalha.” (O que será que fundamentaria esse adjetivo? Fresca....muito subjetivo, na liquidação da Macy´s aquele tubinho fuschia, era bacana.)

“Fresca, de que tipo? Passamos cerca de 9 horas diárias trabalhando no mesmo departamento, o que faz eu descartar essa análise superficial sobre mim? Certo? Acredito que me considere uma mulher um pouco exigente.”

“Isso, exigente!! Você é muito exigente!!” (Será que solicitar que levantem a tampa antes de usarem o banheiro, e abaixa-la após usarem o vaso e o uso da descarga é um grau de exigência muito alto atualmente? Estou tensa.)

“E além disso, você anda com muitos gays! Por isso não casará.” (Sinto que os homens héteros pensam que queremos casar com os nossos amigos gays, ou no mínimo tenta-los convencer a ser héteros também, caso esse seja o objetivo, não casaremos! Eles nunca virarão hérteros).

“Desculpe cavalheiro, mas a sua teoria não me convenceu, continua infundada. Aguarde em breve o convite do meu casamento. E continue com o seu relatório, precisa termina-lo até o final do expediente. Com licença.”
Não que eu estivesse tão certa disso, mas nada que o meu grau de exigência, nível 3, fosse capaz de afastar tantos pretendentes assim. Mas antes que me esqueça, nada de toalha molhada em cima da cama e pasta-de-dente apertada na metade. Ufaaa!


Carrie Bradshaw

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Adoro homens errados...ou nem tanto...

Quem diria que um dia, eu, Carrie, faria tal declaração!

Parece estranho, mas é verdade. Durante a vida toda queria estar com o homem certo. Queria que cada novo “prospect” fosse o certo e se bobear, fiz até com que parecesse “um pouco” certo. Mas não demorava tanto para descobrir que isso era quase uma missão impossível. Nem que se passassem décadas, eu não conseguiria fazê-lo querer saber mais de mim, se importar mais, ligar sempre ou simplesmente torna-lo um ser bom de cama, e convenhamos que eu não teria tanta paciência para esperar tudo isso, meu limite são alguns encontros, e basta! As pessoas nascem com alguns dons, alguns para números, outros para poemas, e outros, bem menos, para serem bons de cama. A outra grande parte, simplesmente, fazem. Como têm os que dirigem, cozinham quando moram sozinhos, passam roupas ou lavam banheiros, uma necessidade, e, KABUMMM, criou-se um novo hábito!

Qualidades à parte, o foco agora é outro, uma linha mais tênue eu diria, e com a grande pergunta que não quer calar. Porque eu gosto tanto dos homens errados? Começamos pela época em que eu era a “boazinha-ingênua” da história e apaixonada. Levo um pé na bunda, e mesmo assim não desisto do antigo alvo. Onde já se viu, terminar por uma mensagem de celular?! As operadoras de telefonia móvel deveriam bloquear esse tipo de conteúdo nos serviços que prestam. A sociedade feminina agradeceria. Pior que isso, só se fosse por scraps...algo público, mas vamos continuar o assunto inicial, odiaria ser acusada por dar idéias e novas sugestões aos homens de como “dar um pé na bunda” de modo contemporâneo.

Enfim, lá estava eu, no acostamento da vida sentimental. Além de ser delatada por não querer relacionamentos amorosos sérios. Momento triste, me sentia péssima! E o antigo/atual alvo aparece namorando com...algo, coisa, ou sei lá, aquilo. Alguém que não sabe o que são legítimos Manolo Blahnik...owwww, no! Onde está a cultura desse país?! Desculpe, mas não seria de se surpreender que a reposta fosse... “Ah..Manolo?! Sim, claro, o percussor da pizza de Pepperoni no mundo” Owwww Shittt!!!

Continuando...além do que, eu ainda preciso comentar que as pessoas me querem por perto. Recebo recados que garantem a minha constante atualização sobre a vida do mais novo e feliz casal de Hollywood. Minha raiva era tanta, que não me controlava em não alfinetar em todas as respostas das mensagens que recebia. Na última, acredito ter sido bem malévola... afinal, fiquei um bom tempo sem notícias. Ou será que casaram e passaram os últimos seis meses em Lua de Mel nos Alpes Suíços? Hum...duvido um pouco disso, pois se de fato tivesse acontecido, eu teria visto nos noticiários sobre mais uma caravana de imigrantes ilegais extraditados.

E finalmente, a mais recente notícia é um recado escrito: “Você está sumida. Beijos!”. Não sinto vontade em responder, ou ser arrogante. Será que estou amadurecendo e isso reflete em não querer mais homens “errados”?

Só espero que isso seja um bom sinal!!
Carrie Bradshaw

domingo, 6 de janeiro de 2008

Pela terceirização masculina

De uns tempos pra cá os serviços masculinos foram tercerizados, e não precisamos mais, necessariamente, de um namorado.
Ligamos, contamos das nossas aflições, angústias, buscamos colo nos nossos amigos gays, sabemos que podemos sempre contar com palavras sinceras. já notaram que os elogios mais honestos sobre a roupa, a beleza, o cabelo, etc. vêm dos gays? Afinal, eles não estão elogiando para tentar te comer! Estão elogiando por que realmente você fica melhor com aquela blusa do que com a outra.
Eles são sensíveis e muitas vezes sabem exatamente o que dizer no momento certo, e convenhamos, os heteros não são muito bons nisso.

Então você me diz: ok, temos colo, mas... Não falta alguma coisa? Claro! O sexo! E é claro que não me esqueci dele.
Para resolver essa outra questão existem os héteros fuck buddies, fuck friends, foda amiga, pica amiga, entre outros termos pra designar a mesma coisa: Aquele cara que você liga e diz "Me coma" ou qualquer outra coisa mais ou menos gentil, dependendo da relação de vocês.
Além deles, que podem ser uma transa garantida, existem as pessoas aleatórias que conhecemos em bares e afins, mas acho os fuck buddies mais confiáveis.

Mas apesar disso, sentimos falta de um namorado. Talvez por que um namorado garante uma segurança maior nisso tudo. Ou é só por que gostamos de dizer "Esse é o meu namorado", por que quando somos um casal o mundo funciona de forma diferente. As coisas não deveriam ser assim, deveriamos nos contentar com os amigos prestativos que a vida nos oferece, ao invés de sair atrás de alguém só nosso.

Carrie Bradshaw

domingo, 2 de dezembro de 2007

Pentelhos!

Entendi por que chamamos as pessoas chatas assim

Quem foi o imbecil que inventou os pentelhos? O responsável devia morrer, arder no fogo do inferno, ter o corpo coberto por esses malditos!
Que coisa mais inútil!
Na possibilidade de transar com alguém, os pentelhos são os primeiros a caírem fora! E depois que eles caem fora, fica aquele incômodo, aquela pinicação! E você não pode coçar, afinal pega meio mal: nós reclamamos dos homens quando coçam a região similar, o que nos daria o direito de fazer o mesmo sem sermos criticadas?
Pior é se você se livra deles por um bofe e o rapaz não chega nem perto da região dantes ocupada pelos pelinhos! Eu pelo menos me sinto uma completa idiota! Se ele quiser, ele que se vire com esses pêlos!
Ouvi numa remota aula de Ciências ou Biologia que eles tinham a função de proteger... Proteger! Só se for mesmo proteger dos homens: eles olham e falam: "Eca!" e vão embora, ou fazem o serviço mal-feito, aí não dá, né? Hoje em dia a gente tem calcinha, calça, Carefree Brisa pra proteger de vento, poeira, friagem ou qualquer porra que seja (pegaram? porra!piada medonha) não precisamos mais deles!
Xô pentelhada! Viva a evolução feminina!

Samantha Jones

domingo, 18 de novembro de 2007

Amores Impossíveis

Tenho Phd em gostar do homem errado. Seja por inúmeros motivos. Ele pode ser comprometido, ele pode não saber que eu existo, ele pode estar distante, ele estar próximo, mas não querer nada comigo, ele pode ser gay (apesar que isso é mais um território de uma amiga minha).
Mas na verdade acho que o problema não é com eles, e sim comigo. Tento achar o motivo na terapia,mas ainda não achei a resposta. Sempre escolhe o que julgo perfeito, mas sei que minha visão tende a ser ilusória. E por isso que são homens "errados", porque devem permanecer distantes, eu já escolho inconscientemente sabendo disso, porque no momento em que se aproximam a ilusão acaba e a cruel realidade chega,ai não existe mais perfeição.
Tudo isso deve mascarar medos, inseguranças.
Vou ligar para a terapeuta e agendar uma sessão, preciso mudar isso.


Carrie Bradshaw

sábado, 3 de novembro de 2007

The Aidan Big Situation

Sempre nos colocamos entre duas situações limites, cada uma tentadora a sua maneira:
Brigadeiro com todo seu sabor, ou barrinha de cereal com suas poucas calorias?
Um emprego que paga mais e te deixa tranqüila a longo prazo, ou o que você fica mais tranqüila imediatamente, mas recebe menos?
Essas situações de opostos sempre cercam nossas vidas e não poderia ser diferente com homens.
Um homem bonzinho, carinhoso, ou aquele que é indiferente, e possivelmente por isso mesmo você o quer mais?
O pior de tudo, é que nessas histórias sempre alguém sai magoado, e as chances desse alguém ser você são imensas. O homem bonzinho tem a segunda maior chance de sair machucado... E o indiferente, vocês perguntam?
Não sei... Pra ele é tudo indiferente...

Carrie Bradshaw